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Aula 2 • 19/03/2026

Pensamento Educacional Crítico na América Latina.

Docentes: Profa. Dra. Lia Pinheiro Barbosa – UECE- MAIE – Ceará.

Fórum / Comentários

Assunção José Pureza Amaral • 30/03/2026 00:14

As apresentações foram fundamentais para periodicizar a educacao no campo no Brasil, o avanço a partir da educacao rural para educação popular com projeto diferenciado e proposta de sociedade. Também nos trouxe para dentro desse processo de mudanças, como atores sociais

Joseane Mendes Soares • 27/03/2026 12:12

A educação popular na América Latina nasce profundamente vinculada aos projetos de emancipação dos povos da região. Mais do que uma proposta pedagógica, ela se configura como uma resposta histórica às desigualdades sociais, à dominação cultural e à exclusão política. Nesse sentido, as contribuições de Simón Rodríguez, José Martí, Gabriela Mistral e Paulo Freire revelam não apenas pensamentos isolados, mas um horizonte comum de transformação social por meio da educação.

No caso de Simón Rodríguez, percebe-se uma defesa pioneira de uma educação pública e universal como fundamento das sociedades democráticas. Sua perspectiva rompe com modelos elitistas ao afirmar que a formação de cidadãos críticos é condição essencial para o exercício do poder popular. Ao propor uma educação voltada para a participação ativa na vida social, ele antecipa debates que ainda hoje permanecem centrais, como o papel da escola na construção da cidadania.

José Martí, por sua vez, aprofunda essa discussão ao situar a educação no contexto específico da América Latina. Sua crítica à importação de modelos estrangeiros evidencia a necessidade de pensar práticas educativas enraizadas na realidade local. Ao valorizar a cultura, a história e a identidade dos povos latino-americanos, Martí propõe uma educação comprometida com a autonomia intelectual e política, capaz de fortalecer processos de resistência e afirmação cultural.

Já Gabriela Mistral amplia o debate ao enfatizar a dimensão humana e inclusiva da educação. Sua atuação destaca a importância do acesso universal ao ensino, especialmente para grupos historicamente marginalizados, como as mulheres. Ao defender uma formação sensível e integral, Mistral contribui para uma concepção de educação que vai além da transmissão de conteúdos, incorporando valores como empatia, cuidado e justiça social.

Por fim, Paulo Freire sistematiza e radicaliza muitos desses princípios ao conceber a educação como prática de liberdade. Sua proposta pedagógica coloca o diálogo no centro do processo educativo e reconhece os sujeitos como protagonistas de sua própria formação. Ao afirmar que alfabetizar é também “ler o mundo”, Freire evidencia o caráter político da educação, orientado para a conscientização e a transformação da realidade.

Em conjunto, esses autores revelam que a educação popular não pode ser reduzida a uma metodologia ou a um campo específico de atuação. Trata-se de um projeto ético e político que busca formar sujeitos críticos, valorizar saberes locais e enfrentar as estruturas de opressão. Suas contribuições permanecem atuais, sobretudo diante dos desafios contemporâneos da América Latina, reafirmando a educação como um caminho fundamental para a construção de sociedades mais justas e democráticas.

Mila Maria Alves de Oliveira • 19/03/2026 22:59

Parabéns professora Lia, foi um show de informação e de aprendizagem. Quero ser assim que ado eu crescer. Kk

David Barbosa Pereira • 19/03/2026 19:27

Foi uma aula magnífica

Arlei Rosa dos Santos • 19/03/2026 17:32

Adorei a aula Magna! A professora Lia foi excelente!! Essa disciplina é demais ! parabéns à tod@s!

SALVADOR DOS SANTOS DA CRUZ • 19/03/2026 16:11

A aula foi enriquecedora e fortalecedora do meu conhecimento.

Marisa de Fatima da Luz • 19/03/2026 16:11

Excelente aula, muitos desafios e construção coletiva

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